Wenceslau Cifka (nascido na Boémia como Václav Čifka em 1811) foi ceramista de formação e fotógrafo activo em Portugal, integrando o grupo de artistas e técnicos centro-europeus que chegaram ao país na órbita do Rei D. Fernando II. Terá vindo para Portugal no contexto dessa corte marcada por um forte interesse pelas artes industriais, pelas artes decorativas e pela modernização técnica, em particular no eixo palácios das Necessidades–Sintra.
Antes de se dedicar à fotografia, Cifka conhecia já as práticas que envolviam química, fornos, superfícies e processos laboratoriais. A transição da cerâmica para a fotografia não era invulgar no século XIX, sobretudo entre artistas com formação técnica e científica. A sua actividade fotográfica em Portugal está documentada a partir do terceiro quartel do século XIX, sobretudo em daguerreótipo e provas em albumina e/ou gelatina. Um dos seus trabalhos, a imagem do ainda incompleto Palácio da Pena (daguerreótipo), foi adquirido em Paris, na década de 1990, por um preço considerado record na história da fotografia portuguesa. Participou na Exposição Industrial de Lisboa (1849), na Exposição Filantrópica no Arsenal da Marinha (1851), na Exposição Universal de Paris (tanto em em 1867 como em 1878). Recebeu a Medalha de ouro na Exposição Portuguesa no Rio de Janeiro em 1879. Cifka viveu em Lisboa até à sua morte, em 1884.



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