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quinta-feira, janeiro 15

PAULO GUEDES

Paulo Emílio Guedes (23 de Março de 1886 – 1 de Dezembro de 1947) foi fotógrafo, editor e impressor, com actividade marcante na Lisboa das primeiras décadas do século XX. Natural de Mondim de Basto, fixou-se na capital ainda jovem, desenvolvendo carreira ligada à produção fotográfica e à edição. Foi proprietário da Papelaria Guedes, na Rua do Ouro, um dos eixos centrais do comércio lisboeta, a partir da qual editou e difundiu um vasto conjunto de postais ilustrados. A sua firma - Paulo Guedes & Saraiva - chegou a publicar milhares de postais, de vistas urbanas, monumentos e cenas da vida quotidiana, desempenhando um papel relevante na construção da imagem identitária de Lisboa e de Portugal. Entre os postais que editou estão os da famosa série 'Lisboa na Rua', considerada a 'jóia da cartofilia portuguesa': 15 imagens em fototipia, a partir e negativos de sua autoria, que percorrem ruas e costumes e formam a colecção mais valiosa de postais antigos portugueses. 

A conjugação das funções de fotógrafo e editor permitiu-lhe controlar todo o ciclo da imagem, da captação à circulação pública. Ao contráriode Bárcia, cujos postais eram provas fotográficas com legendas manuscritas, Guedes fazia grandes tiragens e distribuía por repreentantes em todo o país. Representa, assim, uma figura-chave da fotografia portuguesa enquanto prática editorial e instrumento de memória urbana no início do século XX.











sábado, janeiro 10

OS POSTAIS DE PAULO GUEDES

 

Mais uma das melhores séries do fotógrafo e editor Paulo Guedes. É dedicada a Almada, começando, precisamente (como quem chega de Lisboa), no vapor de Cacilhas em 1904 Apesar da inequívoca legenda, pode considerar-se uma imagem da capital. Não só por tê-la como pano de fundo mas, sobretudo, porque ilustra excepcionalmente o trânsito e o transporte de passageiros entre os dois lados do rio. Este vapor - que nos evoca imediatamente os barcos do Mississippi - partia do Terreiro do Paço, cumprindo já a tradicional carreira de cacilheiro. Apesar de o século XIX ter determinado a expansão de Lisboa para norte, virando as costas ao rio, o Tejo foi, ainda e até ao advento das viagens aéreas, a grande fronteira da capital. Por aqui chegavam passageiros e abastecimentos, daqui se partia por pouco ou para sempre - tal como no tempo das Descobertas. Catraios, fragatas, canoas, chatas, faluas ou vapores de todos os tamanhos - encontramo-los sempre, nas fotografias do Tejo desta época.




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