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uma das melhores séries do fotógrafo e editor Paulo Guedes. É dedicada a Almada, começando,
precisamente (como quem chega de Lisboa), no vapor de Cacilhas em 1904 Apesar da
inequívoca legenda, pode considerar-se uma imagem da capital. Não só por tê-la
como pano de fundo mas, sobretudo, porque ilustra excepcionalmente o trânsito e
o transporte de passageiros entre os dois lados do rio. Este vapor - que nos
evoca imediatamente os barcos do Mississippi -
partia do Terreiro do Paço, cumprindo já a tradicional carreira de cacilheiro.
Apesar de o século XIX ter determinado a expansão de Lisboa para norte, virando
as costas ao rio, o Tejo foi, ainda e até ao advento das viagens aéreas, a
grande fronteira da capital. Por aqui chegavam passageiros e abastecimentos,
daqui se partia por pouco ou para sempre - tal como no tempo das Descobertas.
Catraios, fragatas, canoas, chatas, faluas ou vapores de todos os tamanhos -
encontramo-los sempre, nas fotografias do Tejo desta época.

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