Em 1781, o pintor Philippe Jacques de Loutherbourg concluiu um projecto inovador a que chamou Eidophusikon, uma criação singular que procurava representar o movimento através da exibição sucessiva de imagens num cenário com características teatrais.
História da Fotografia (nomes e estúdios pioneiros, imagens inéditas ou trabalhos actuais), do Urbanismo e da Arte; Olisipografia; Literatura em geral; tesouros urbanos; costumes portugueses; objectos que utilizam suportes fotográficos ou que poderiam tê-los utilizado; métodos de captação e impressão (fotográficos ou não); arquitectura e quotidiano; tipos e costumes das ruas; retratos; estúdios; temas; etimologias e terminologias, tudo isso nos interessa. - MARINA TAVARES DIAS
terça-feira, março 3
O EIDOPHUSIKON
Reconhecido pelo seu talento como cenógrafo e pintor, De Loutherbourg já se destacara no panorama artístico europeu, tendo trabalhado em palcos de grande prestígio como o Drury Lane Theatre, em Londres, onde revolucionou o uso de luz, perspectiva e efeitos especiais.
O Eidophusikon consistia num pequeno teatro mecânico onde paisagens eram apresentadas com recurso a iluminação variável, sons e mecanismos engenhosos que criavam a ilusão de transformação contínua. Tempestades, nasceres do sol e cenas marítimas ganhavam vida através de mudanças subtis e progressivas, sugerindo dinamismo numa época anterior ao cinema.
O público assistia a estas composições visuais como se contemplasse quadros animados, com uma sensação de imersão 'estranha' para o século XVIII.
Ao combinar pintura, maquinaria e efeitos luminosos, antecipava princípios que mais tarde seriam fundamentais na evolução das artes visuais e do espectáculo.
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